segunda-feira, 4 de maio de 2020

Resenha do livro Até que a culpa nos separe, de Liane Moriarty


livro até que a culpa nos separe, da australiana Liane Moriarty

Título em Português: Até que a culpa nos separe
Título original: Truly Madly Guilty
Autora: Liane Moriarty
Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Páginas: 432

Sinopse: Amigas de infância, Erika e Clementine não poderiam ser mais diferentes. Erika é obsessivo-compulsiva. Ela e o marido são contadores e não têm filhos. Já a completamente desorganizada Clementine é violoncelista, casada e mãe de duas adoráveis meninas. Certo dia, as duas famílias são inesperadamente convidadas para um churrasco de domingo na casa dos vizinhos de Erika, que são ricos e extravagantes. Durante o que deveria ser uma tarde comum, com bebidas, comidas e uma animada conversa, um acontecimento assustador vai afetar profundamente a vida de todos, forçando-os a examinar de perto suas escolhas — não daquele dia, mas da vida inteira. Em Até que a culpa nos separe, Liane Moriarty mostra como a culpa é capaz de expor as fragilidades que existem mesmo nos relacionamentos estáveis, como as palavras podem ser mais poderosas que as ações e como dificilmente percebemos, antes que seja tarde demais, que nossa vida comum era, na realidade, extraordinária.

Liane tem essa coisa. Mesmo me fazendo passar raiva e aflição em muitos momentos, ainda assim chego ao final da leitura querendo dar um beijo nessa mulher e avaliar o livro da melhor forma possível.

Se você ainda não conhece o estilo de escrita dessa australiana, vou te explicar brevemente: você tem a impressão de que o livro inteiro vai girar em torno de um só plot, relacionado com o título e/ou a capa, mas não é NADA disso. Na verdade, esse é apenas o assunto que dá origem a todo o restante, que está intrinsicamente interligado (e nem sempre percebemos).

Nos livros dela temos a chance de dissecar os personagens a tal ponto que imaginamos que eles são nossos vizinhos e nos pegamos pensando que seríamos bons amigos ou, então, que não olharíamos nem na cara daquela megera. Os personagens são reais, bem construídos e não do tipo "Erika é uma mulher morena, de 1,60 e 55kg..." NÃO! Conhecemos o íntimo dos personagens, suas personalidades, seus medos, desejos, sonhos e sentimentos de uma forma que nem mesmo seres humanos se conhecem.

Em Até que a culpa nos separe podemos perceber que nenhuma relação é tão sólida quanto parece e que pequenos incidentes podem mudar tudo - para o bem e para o mal. Também podemos ter a certeza de que ninguém é perfeito - nem completamente imperfeito. Todos temos nossos segredos e nossos motivos para agir assim ou assado e que, às vezes, a ajuda vem de onde menos esperamos.

O livro é dividido em capítulos que vão e voltam no tempo. Muitas pessoas não compartilham dessa opinião, mas eu particularmente adoro! Nos deixa ávidos por mais e mais, principalmente porque não existe uma linearidade de passado/presente, mas sim a história passada do personagem 1, a história atual do personagem 2 e assim aleatoriamente. De fato, precisa se concentrar pra não se perder na trama.

As dicas do que pode ter acontecido são dadas em pequenas doses homeopáticas, mas com um pouco de observação é possível chegar à resposta rapidamente. Afinal, o que aconteceu no fatídico DIA DO CHURRASCO que mudou completamente a vida das três famílias envolvidas e suas formas de agir entre si?

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